Resumo da doutrina do santuário e sua importância para o plano da salvação
A doutrina do santuário é de suma importância para o cristão. Desde que o pecado entrou no mundo, Deus utilizou ilustrações para explicar o plano da salvação e também para mostrar o quão terrível é o pecado. Assim, Deus instituiu diversas cerimônias, incluindo sacrifícios de animais para essa ilustração.
O ápice desse cerimonial aconteceu no deserto, quando Deus instruiu Moisés a construir um santuário, e nele, centralizar todo serviço cerimonial. Dessa forma, Deus construiu um grande teatro a céu aberto, onde cada hebreu deveria entender todo significado da promessa de um Messias, das consequências do pecado e do serviço do sumo sacerdote no santuário celestial, o verdadeiro tabernáculo, erigido pelo próprio Deus.
Nesta série de estudos, iremos falar vários aspectos da doutrina do santuário, um importante doutrina pouco ensinada nas igrejas.
A importância do Santuário Terrestre
Assim começa a instrução sobre a construção do Santuário:
E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis. (Êx 25:8, 9).
Esta ordem inicial já nos diz muito sobre os objetivos da construção da Santuário. Deus deixa claro que Ele habitaria no meio do povo, e que o Santuário era uma cópia, já que moisés recebeu um modelo, que deveria ser construído rigorosamente igual à visão.
O serviço diário no santuário era uma lembrança permanente de que Deus tinha interesse especial na salvação do povo. Ou seja, tudo o que se fazia ali era uma ilustração, uma “sombra de coisas futuras.” Col 2:17
Outra significação importante era que cada serviço representava um aspecto do plano da salvação, revelado plenamente na vinda de Cristo, e posteriormente, nas cartas cristãs e no apocalipse.
O que precisamos saber sobre a doutrina do Santuário
I – O santuário no deserto era uma cópia do verdadeiro tabernáculo
O santuário terrestre era uma cópia, conforme revela a própria ordem dada a Moisés, quando Deus chama-lhe de “modelo”. (Êx 25:8, 9). Em Hebreus 8:1,2 Lemos assim:
Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade,
Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.
Aqui, Jesus é apresentado como ministro do verdadeiro Santuário, e como Sumo Sacerdote. Na visão de João em Apocalipse 11:19, ao se iniciar o julgamento, ele também vê o lugar santíssimo no Santuário que se acha no céu, dando a entender que ali começa o juízo final, o dia da expiação.
II – O sacerdócio era um tipo de cristo
O sacerdócio araônico era um tipo de Cristo. Todo cerimonial, incluindo vestimentas, os cuidados com o tipo físico e cada cerimônia que ele realizava, apontava para a pessoa do sumo sacerdote messiânico.
Jesus é apresentado como aquele que “permanece eternamente“, porque “tem um sacerdócio perpétuo.” Hebreus 7:24 Sendo assim, Jesus é mais completo que os levitas, que apresentavam sacrifícios por si mesmo antes de oficiarem e também eram dizimistas, deixando claro que não eram superiores, uma vez que o menor deve ser abençoado pelo maior. (Leia Hebreus Cap 7)
Além do próprio Sacerdote, cada móvel ou utensílio do santuário representava o Cristo. Sobre isso, farei um artigo explicando cada item.
III – A Arca da Aliaça representa o trono de Deus
Quando Deus ordenou a construção do Santuário terrreste, deixou claro que era para Ele habitasse no meio do povo. No lugar santíssimo, estava a Arca da Aliança, com os 10 Mandamentos. Sobre a Arca, uma tampa ou propiciatório, com dois anjos sobre ela, representanto a presença de Deus, o Shekinah.
Deus ensinava através desse simbolismo, que seus mandamentos repsentam a sua presença, pois é a cópia do seu caráter. Por isso, não é de admirar que satanás tenha declarado guerra aos mandamentos de Deus.
IV – O serviço do santuário continua no céu até cristo voltar
O serviço do santuário cessou quando Jesus expirou no calvário, pois quando o véu do templo rasgou-se, deixou claro que a separação entre o lugar santo e o santíssimo não tinha mais validade. Leia Mateus 27:51
Porém, o santuário continua a existir no céu. Cristo é o sumo sacerdote e ele mesmo é o cordeiro, morto uma única vez, em um sacrifício perfeito, conforme Hebreus 8:28.
É-nos dito que Jesus permanece intercendendo por cada pecador no santuário, como está escrito:
Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; Hebreus 9:24
Assim como santuário terreno, há dois trabalhos a fazer no santuário celeste, o sacrificio diário(contínuo) e a purificação do santuário, o Ion Kipur. Sobre esses trabalhos falarei nos próximos textos.
V – O julgamento final ocorre no santuário celestial
Uma das questões ignoradas sobre o santuário é que Cristo fará o julgamento no santuário celestial. Eu já escrevi sobre esse evento aqui, leia-o por favor.
Apocalipse 11 fala sobre esse evento, além do livro de Daniel capítulos 7 e 8. Portanto, a ideia de um julgamento pré-advento não é anti-bíblica, assim como a recompensa dos santos ser trazida já na volta de Jesus.
Conclusão
O resumo de tudo que foi dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. Hebreus 8:1,2
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